CPTUR realiza operação “ Fecha Quartel” no Centro Histórico de São Luís

"Chirizal", beco sem saída para veículos
Na tarde de ontem (08/01), a CPTUR Ind (Companhia de Polícia de Turismo Independente) da PMMA, desencadeio a Operação “ Fecha Quartel”, que consiste no fechamento dos quartéis para os PM,s que trabalham no administrativo. Dessa forma, os policiais vão para o policiamento ostensivo nas ruas da capital.

Major Roberto dando as últimas instruções para operação

Sob o Comando do Major Roberto, Comandante da CPTUR, os policiais militares percorreram todo o Centro Histórico na busca de armas e foras da lei. A operação teve o reforço da CPGD(Companhia de Guarda do Palácio), que esteve  a frente o seu comandante, Major Wallace e vários outros militares da companhia.
Região do Mercado Central

A Operação iniciou-se nas proximidades do Mercado Central, em um Prédio abandonado, onde funcionava o SIORGE, Diário oficial do Estado, que hoje serve para coitos de marginais e viciados. Os militares fizeram uma varredura no local, todavia não foi encontrado nada. O que se viu foi um prédio e patrimônio histórico abandonado pelo poder público. Um descaso que virou covil de marginais e drogados.
Policial Militar abordando

Em outra incursão os policiais militares deslocaram-se para a fonte das Pedras, local que dias anteriores foi palco de um crime bárbaro, que culminou com a morte de um morador de rua, queimado vivo.
Mais uma abordagem

A operação seguiu-se para, um local chamado bar do "Oscar Frota", mas conhecido popularmente como o “Chirizal”. O local é a Zona do Baixo Meretriz do Centro Histórico de São Luís. Notei várias casas de prostituição e as “Profissionais do Sexo” a espera de seus clientes. A batida consistiu na busca de armas, o bar estava lotado de pessoas, inclusive para surpresa dos policiais de serviço, tinha vários PM,s de folga no local. Confesso que fique de certo modo, apreensivo, principalmente devido à onda de violência e os ataques a policiais. Nada contra, quem frequenta esses ambientes, contudo os militares estavam correndo um grande perigo no local, pelo menos essa foi minha visão como observador, mas alguns policiais que trabalham a muito tempo no local, disseram que o ambiente é frequentado constantemente por policiais. Cada um tem suas escolhas, não é mesmo?

Pente fino

Após essa batida, o comboio deslocou-se para a Lagoa da Jansen. Ali conheci outro local inimaginável para quem só vê a Lagoa na parte principal, tive a sensação que de fato há duas Lagoas: A dos ricos e as dos pobres. Na dos ricos, há parques, quadra esportivas, laser, restaurantes, comida de boa qualidade, prédios e apartamentos os mais caros do Brasil. Em fim moradia da elite de São Luís. Já na "Lagoa dos pobres", o contraste é gigantesco. Por lá encontramos, um ambiente hostil e propicio a marginalidade, trafico de drogas, viciados, miseráveis nas ruas que não tem um grão de nada para comer, local de extrema violência, casas e becos que parecem mais uma favela do que residências. Conheci por lá a Rua 2, um local de alto índice de crimes. Segundo relatos dos policias, nessa rua o trafico de drogas é altíssimo. Foram feitas várias abordagens, quase no meio de uma ruela, por lá encontramos uma tapera e nesse local os policias adentraram e estava um senhor, aparentemente de boa aparência, meio obeso, de roupa social e aparentemente de um nível social incompatível com o local. Ao ser indagado o que ele estava fazendo naquele local, o mesmo disse que estava com uma “menina”, só que não foi encontrado mais ninguém. Dentro dessa tapera, os policias encontraram cachimbos de crack, ele confessou que era viciado. Ao ser indagado onde morava disse que residia na COHAMA, bairro nobre de São Luís. Percebia-se que ele estava altamente “chilado”, que na linguagem policial significa drogado. Por não ter sido encontrado nada mais, o mesmo foi liberado.
Policial atento

Mais como dissemos, o local é reduto de trafico de drogas, um das equipes prendeu um traficante em flagrante, ele estava vendendo a droga para um viciado, foi conduzido para o plantão Central.

A operação encerrou-se num local conhecido como “Inferninho”,(no Centro Histórico), nesse local há vários bares e é visitado por traficantes, moradores de ruas e criminosos de toda espécie. De acordo com os policias que atuam nessa área, falaram que esse local é típico de batedores de carteira, que ao fazerem seus crimes, vão desforrar e se esbaldar nas drogas e cachaças.
Não escapou ninguém

Outra coisa que nos chamou atenção foi em um dos Bares, que está escrito uma frase muito curiosa que diz: “ Polícia Militar a mais C. do Brasil”, segundo os militares da área o “C” significa corrupta. O proprietário é um tanto corajoso, mais nas próximas operações faremos as imagens.

A operação foi realizada sem muitas alterações na área do Centro Histórico. Os policiais militares cumpriram sua missão e terminaram mais essa etapa.

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