ACABOU A GREVE DA POLÍCIA MILITAR DO PARÁ

Greve encerrada, mas restam tensões na tropa

Sexta-Feira, 20/01/2012, 06:57:03 - Atualizado em 20/01/2012, 07:11:40
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Greve encerrada, mas restam tensões na tropa (Foto: Bruno Carachesti)
Em vários batalhões, policiais não atenderam a ocorrências ontem (Foto: Bruno Carachesti)
Mesmo com informações da movimentação nos quartéis, o estado de greve de parte da Polícia Militar do Pará surpreendeu o governo que apostava num acordo logo após apresentar a proposta de reajuste. A aposta no sucesso da negociação vinha não apenas da confiança de que os números apresentados seriam convincentes, mas das dificuldades que os policiais encontram para se mobilizar e para realizar uma greve, já que o código de conduta da categoria é severo e prevê penas disciplinares e penais em caso de paralisação. A última greve da PM no Estado ocorreu em 1997, durante o governo de Almir Gabriel.
Ontem, o governo de Simão Jatene respirou aliviado porque conseguiu afastar o maior pesadelo que seria uma greve dos praças que poderia dividir ainda mais os oficiais, já que parte vinha demonstrando a disposição de apoiar, mesmo veladamente, o movimento.
A preocupação do governo não era por acaso. Os oficiais da PM do Pará estão divididos. Um grupo quer aceitar a proposta de reajuste salarial apenas a partir de março, com a apresentação de um projeto de lei propondo os novos valores. Os reajustes podem chegar a 100%. Boa parte dos oficiais, contudo, quer receber o mesmo reajuste que será dado aos praças e imediatamente. O argumento do governo é de que por uma questão de hierarquia, é preciso distanciar o salário dos oficiais dos praças que estão quase no mesmo patamar. Nos últimos anos, com o aumento do mínimo, as remunerações atreladas ao piso nacional foram crescendo enquanto aquelas que não têm relação com o salário mínimo foram encolhendo. Hoje, a diferença entre o que recebe um subtenente para o salário do tenente pode chegar a menos de 100 reais. 
NEGOCIAÇÕES
A proposta de esperar aumento maior para março tem apoio dos oficiais que comandam as negociações com o governo, entre eles o chefe da Casa Militar do Palácio dos Despachos, tenente coronel Fernando Noura, o chefe da Casa Militar da Assembleia Legislativa do Pará, tenente coronel Osmar Nascimento, e o comandante do Clube de Oficiais da PM, tenente coronel Hilton Benigno. O grupo, contudo, enfrenta a desconfiança de parte dos oficiais. “Eles têm interesse em mostrar serviço ao governo porque querem promoção”, disse um oficial ouvido ontem pelo DIÁRIO. Para parte dos oficiais, o ideal é que o comando da negociação estivesse nas mãos de um coronel. “São 25 coronéis. Por que não tem nenhum na mesa de negociação, além do coronel Daniel, que é o comandante? Um tenente coronel tem limitações que um coronel não teria”.
A divisão nos quartéis se revelou ontem pela manhã, quando os praças interditaram a Avenida Nazaré para chamar atenção para a paralisação. Os pneus dos carros do Batalhão de Choque foram esvaziados; alguns oficiais tentaram cumprir a ordem de deixar o comando para conter a manifestação, mas um grupo questionou e houve discussão acalorada.
FALTOU COMANDO
Entre assessores próximos ao governador, também há a avaliação de que faltou comando junto aos oficiais para trazê-los desde o início para o lado do governo, o que ajudaria a enfraquecer o movimento dos praças, caso a paralisação se concretizasse. (Diário do Pará)

Fonte: http://www.diarioonline.com.br
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3 comentários

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Anônimo
admin
20 de janeiro de 2012 18:07 ×

As associações dos praças não cumpriu o acordo feito com a tropa no local, de que caso não aceitassem a proposta do governo cotinuariam a greve. Eles (associações) acolheram a esmola que o governo quis dar. 14 % do aumento já é do repasse do salário minímo, por isso obrigatório.

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Anônimo
admin
21 de janeiro de 2012 10:34 ×

o Pará deve urgentemente ter um representante político, pois nas negociações deveria ter representante de cada categoria, como ocorre nas negociacoes no Amazonas, pois tem um Cado que é DEPUTADO (Cabo Maciel) e que junto com ele vai a mesa de negociacao representantes dos praças(cabos e soldados, sub tenentes e sargentos) e dos oficiais, este é o certo, então amigos paraenses vocês precisam começar a pensar e ter representatividade mias forte, lembrem-se a união faz a força

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Anônimo
admin
21 de janeiro de 2012 16:35 ×

Isso tudo não passa de uma vergonha para esse governo, já pensou uma cidade sem segurança porque com ela já um perigo imagine...Esse governo tem que olhar para o salário dos políticos que la em cima um salário altissímo para nãooooooo fazer nada, em quando os militares pai de família poi sua própria vida em risco passa noites sem dormir correndo atrás dos bandidos as vezes sem o almoço sem o jantar por não pode parar o seviço.Para ganhar essa migalha de salário se é que pode chamar de salário.TOME VERGONHA SEU GOVERNO SE POI NO LUGAR DE UM MILITAR VC COM ESSE SEU SALÁRIO VC TROCARIO PELO DO MILITAR.O GOVERNO É UM NOXXXXXXXXXXOOOOOOOOOOOOOOO.

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